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terça-feira, 22 de março de 2011

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SAP lança formação gratuita de profissionais

Preocupada com a falta de mão de obra especializada, a SAP expande no País as atividades do Instituto Esperansap. Trata-se de uma organização sem fins lucrativos, que oferece capacitação gratuita em sistemas de gestão empresarial (ERP) da empresa para desempregados e profissionais sem condições de pagar para obter certificação da produtora alemã de software. A entidade planeja ministrar cursos em SP, MG, SC e RS.

A expectativa da produtora alemã de software é que essa iniciativa ajude a companhia a formar talentos para sustentar seu crescimento no País. A filial apresentou um plano de negócios ao board da matriz, na Alemanha, se comprometendo a triplicar os negócios no Brasil nos próximos quatro anos. Essa expansão exigirá entre 4 mil e 5 mil novos implementadores de ERP SAP.

“Hoje temos cerca de 10 mil consultores SAP no Brasil treinados e certificados, trabalhando em clientes nossos e de forma independente. Vamos precisar ampliar esse número para entre 14 mil e 15 mil até 2014”, diz o presidente da SAP Brasil, Luis César Verdi.

Como funciona o treinamento
O Instituto Esperansap está em operação na América Latina e será apresentado oficialmente ao mercado durante o SAP Forum 2011, que abre amanhã, 22/3, em São Paulo e estende-se até quinta-feira, 24/3. A entidade começou a funcionar no Brasil no ano passado em parceria com a Associação de Usuários SAP do Brasil (Asug).

A capacitação gratuita será oferecida apenas para as pessoas que tiverem habilidade em TI e que não tenham condições de pagar o curso, que é ministrado em um mês. Segundo o diretor do ecossistema e grupo de parceiros da SAP no Brasil, Humberto Vieites, a academia oferecida pelo Esperansap custa em torno de 13 mil reais, incluindo aulas o dia inteiro durante 24 dias.

Os custos são rateados com a Asug e parceiros. O primeiro curso de formação foi oferecido em São Paulo no ano passado, quando foram capacitados 24 profissionais no módulo de vendas do ERP da SAP.

Vietes afirma que os profissionais terminaram o programa capacitados para serem implementadores do módulo de vendas do sistema de gestão da companhia. De acordo com ele, os certificados terminam o curso com propostas de emprego. Ele conta que um dos participantes, aluno de 51 anos, que era escriturário, foi contratado por um parceiro de serviços.

O instituto já recebeu inscrições para capacitar duas novas turmas em São Paulo, com aulas para formar implementadores no módulo de finanças e vendas do ERP. Ambas recebeu inscrição de mais de mil candidatos, que passam por um amplo processo de triagem.

A SAP está em busca aliados para levar a academia SAP gratuita para profissionais de baixa renda de outras regiões do Brasil como MG, RS e SC. “Precisamos de parceiros que nos ajude a dividir os custos”, afirma Vietes. As aulas não ministradas por professores contratados pela SAP.

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segunda-feira, 21 de março de 2011

CHAMPIONS LEAGUE (475) : Futebol Alegria e Debate

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Wikileaks: Deputado afirmou que governo japonês ocultava informações sobre acidentes nucleares

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Um despacho de 2008 da embaixada dos Estados Unidos em Tóquio revela o descontentamento e preocupação de uma importante figura política japonesa em relação à política nuclear de seu país. No documento, era informado que o governo encobria informações sobre acidentes nucleares, além de ocultar os custos e problemas associados a esse ramo da indústria.

A conversa entre Taro Kono e um grupo diplomático norte-americano teria ocorrido em outubro daquele ano, durante um jantar. O relatório, assinado pelo embaixador Thomas Schieffer, foi obtido pelo site Wikileaks e publicado pelo Guardian.

Clique aqui para ler o relatório feito por Schieffer.

O deputado Kono, um dos principais líderes do Partido Liberal-Democrata, que governou o país de 1995 a 2009 e, portanto, estava no poder no momento do encontro, mirou suas críticas na atuação do Ministério da Economia, Comércio e Indústria, responsável pelo setor nuclear no país, e nas companhias energéticas japonesas. No documento, ele fazia forte oposição à estratégia energética e nuclear japonesa, especialmente em relação a questões como custos e segurança.

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Segundo os documentos, o deputado acusou o ministério de sonegar e selecionar informações do setor a serem repassadas aos parlamentares de acordo com seu próprio interesse. No despacho, Kono também teria demonstrado grande preocupação com os resíduos de energia nuclear coletados pelas empresas, já que o Japão não possui nenhum local de armazenamento permanente dos resíduos de alto nível.

O documento indicava outra grande preocupação do deputado, que relacionou os armazenamentos temporais com a alta atividade sísmica do país, e alertava sobre a possibilidade e do risco dos materiais serem filtrados em águas subterrâneas em caso de terremoto.

O deputado teria relatado que as companhias energéticas japonesas ocultavam diversos problemas. Elas teriam desenvolvido uma técnica de combustível nuclear chamado “Mixed Oxide”, usada no reprocessamento de materiais. Kono considerava esse processo extremamente oneroso: “Teria sido mais barato comprar uma montanha de urânio na Austrália”.

Esse custo teria sido repassado gradualmente às tarifas dos consumidores, assegurou o deputado, o que explicaria a razão da energia no Japão ser muito mais cara do que em outros países. Perguntado sobre a influência das companhias energéticas no país, Kono assegurou que uma rede de televisão realizou uma entrevista com ele, repleta de críticas ao setor, e que seria apresentada em três partes. Mas, após o primeiro programa, ela se viu obrigada a cancelar a exibição, pois as empresas ameaçaram cancelar o patrocínio à rede.

Outra suposta crítica de Kono em relação ao ministério é que os padrões de radiação do país para importação de produtos alimentícios estão obsoletos, já que são os mesmos adotados logo após o incidente de Chernobyl, em 1986. Outros países possuem normas muito mais rígidas.

O ministério, segundo Kono, fez de tudo para derrubar a legislação que incentivava o implemento de matrizes energéticas alternativas. Ela prevê que as companhias elétricas são obrigadas a comprar eletricidade de fontes alternativas, entretanto, o percentual de compra exigido é muito baixo. As subvenções do ministério para atrair o interesse de grupos estrangeiros interessados em investir nessas fontes também seriam insuficientes.

Apesar das críticas, Kono, segundo o documento, teria dito que, “com o tempo”, o Japão teria 100% de sua matriz energética proveniente de fontes renováveis.